A advogada especialista em Direito Médico e professora da Faculdade de Medicina da Ufba, Camila Vasconcelos, discutiu, nesta quarta-feira (7), os impactos do uso da tecnologia para autodiagnóstico. Em entrevista à Rádio Metropole, ela pontuou que o problema não está na tecnologia, mas na forma como as pessoas a utilizam.
“Os humanos querem respostas rápidas, não querem parar para conferir nada. Querem seguir em frente como ferramentas de fazeres sem se preocupar com a profundidade. É reflexo do que a próxima sociedade já trouxe”, afirmou.
Vasconcelos também ressaltou a importância do diálogo médico-paciente, que com a chegada da Inteligência Artificial deve ser ainda mais reforçada que os médicos precisam ouvir mais e entender melhor os pacientes. “Os médicos são levados a precisar conversar muito com os pacientes. A IA tem provocado uma necessidade de retorno a um atendimento humanizado cada vez mais, porque os médicos não pretendem ser substituídos, mas para isso precisam ser menos tecnicistas”.
Fonte: www.metro1.com.br